make a move…
*e viva os gráficos no Excel que só me dão dor de cabeça e
De novo fui desmantelada, com um sorriso indecifrável e inenarrável, que eu não sei decifrar. Continuo vivendo com vários, gigantescos e pesadíssimos pontos de interrogação sobre a minha caixa craniana, pré-vejo uma tempestado de pensamentos, de questionamentos sem respostas, de noites mal durmidas e tudo por causa de uma mensagem, por mim enviada, em um momento de ódio irracional e incontido.
Depois de ontem não durmo, para que, acordada, possa re-testemunhar todos esses e aqueles momentos que tiram o meu sono, onde eu possa entender toda e cada palavra que foi jogada até mim, que não fizeram sentindo, pelo menos não por enquanto, um momento breve, um momento que durou, um dos mais, longos minutos da minha vida, momento que me dotam de vocês, olheiras.
Preciso de foco, eu sei, mas ainda preciso saber o que é que eu preciso enxergar. E, à noite, isso se torna ainda mais difícil.
Mas o conforto de a pior parte passou e, logo mais, vai ser tipo PORRA NENHUMA, é o que me faz continuar, ostentando uma gigantesca máscara toda vez que tu insiste em cruzar meu caminho.
Afinal, é muito fácil saber o que eu estou pensando. meus olhos são mais eloqüentes do que minha boca.
The truth is there to be told
So try to stop
Stop breaking hearts
Stop hurting souls
It’ll hurt yourself
Running as fast as I can !
Ordem do últimos dias:
- Rápido
- Pensa
- Faz
- Gerenciamento de tempo
- Design
- Planilha
- Escritório
- Café
- Café
- Café
- Ler
- Estudar
e sigo com essas palavras até segunda ordem, e correndo o mais rápido que eu puder.
Continuo procurando um site que me ofereça mais referencias sore o Corel Draw, já que faz ANOS que eu não mexo nele !!
Coldplay - The Scientist
Acho de uma imensa irônia eu ser conselheira (e psicóloga) de várias pessoas, amigas ou não, eu sempre acabo sendo aquela que escuta toda a problemática e acaba elucidando as idéias para o caminho mais sensato e que pode vir á trazer um melhor resultado, sempre tenho respostas na ponta da língua para alguns momentos ácidos, mas quando o problema é comigo, a teoria e a prática acabam não sendo aplícaveis.
É uma chuva de meteoros me atingindo, parece o fim do mundo, o apocalípse de uma éra, e eu continuo parada, olhando os pequenos detritos cairem, em minha direção e toda a minha volta, destruindo tudo o que eu construí ou que estava prestes á colocar em prática, tijolo por tijolo, no chão, perdidos em meio a bagunça. Então olho ao meu redor e me deparo, surpresa, que os meteoros só atingem á mim. Todos já têm suas proteções, seus abrigos, seus mantimentos necessários para um tempo desesperador, sou a única na rua sem proteção e abrigo. Entre pequenos espaços de tempo em que a chuva cessa, me dá um ar de esperança para respirar e tentar entender o que está acontecendo, acabo andando sozinha em uma rua abandonada, chutando pedrinhas no escuro sem saber pra onde ir.
Parece aqueles filmes antigos que o final é óbvio, mas nem tanto, porque não sei qual vai ser o fim deste filme, acabo descobrindo que além de protagonista, sou diretora e redatora, de uma história que perdi o roteiro e acabo tendo que redigir o meu fim, mesmo ele não sendo assim tão agradável.
Enfim, só quero amanhã continue chovendo.
Nota pessoal
Faça o que tem que ser feito, se odeie DEPOIS.
noite/manhã incomum…
Talvez tenha sido um lapso do universo, mas minha última noite e minha manhã foram, realmente, fora do comum.
Saindo completamente do meu normal notivago, de ir para cama altas horas da madrugada, rolar na cama, pensar em teorias conspiratórias que o universo impõe em minha vida, e depois de algumas horas, finalmente, cair em um sono profundo, que me leva sem eu nem mesmo perceber, ontem, fui para o quarto onze horas deitei na cama e apaguei.
Talvez meu corpo estava com um cansaço fora do normal, ou a cabeça cheia de idéias, propostas, sonhos, vontades e desejos, que meu cérebro não assimilou tanta informação e simplesmente desligou, sem aviso prévio.
Enfim, acordei as sete e fui fazer minha caminhada matinal, normalmente fico conversando com a minha prima e não reparo muito nas pessoas á minha volta, mas hoje, desliguei do mundo, enquanto minha prima falava sem parar, questionava o mundo e todas as suas questões, eu desliguei, reparei no meu redor, no que eu não havia reparado, até porque eu ando no mesmo lugar todas as manhãs, e esse caminho nunca tinha me parecido assim, tão, tão… tão incomum.
Ver que pessoas idosas andando (lentamente, até porque eles realmente não tem pressa de nada, pelo menos não mais.), completamente concentradas naquela caminhada curta, pausada e que pode ser a última, alguns deles realemente estampam uma expressão estranha de realmente caminhar como se fosse a última vez, outros estampam e irradiam uma felicidade tão grande por estar ali, que parece que tiveram um momento perto do fim, e agora dão mais valor ás pequenas coisas, como uma caminhada matinal.
Tem as senhoras, não tão de idade, mães, tias, em seus quarenta e poucos, que caminham por caminhar, só pelo prazer de fofocar com alguma amiga ou vizinha intrometida, e usar o exercício como desculpa para o marido, a excitação de novidades, de fofocas plenas da outra vizinha que não está ali, dividindo o momento de intimidade. Engraçado é ver que os passos aumentam e diminuem de velocidade conforme o papo fica mais animado ou não, mais tenso, mais picante ou qualquer outro sentimento que as mantenham em um ritmo frenético, dia após dia.
E tem as solitárias, como eu, que caminham, correm, para fugir de seus demônios, correndo onde ninguém possa nos alcançar e onde os problemas e dúvidas diárias pareçam ficar mais longe, cada vez que o músculo da panturrilha puxa, que o ar entra nos pulmões sedentos por exigênio em ritmos alternados.
É, amanhã vou me concentrar nas dúvidas infindáveis da minha prima, afinal, todo dia tem as senhoras de idade, as fofoqueiras e as solitárias, uma manhã incomum, mas nem tanto.
Rock gaúcho
No melhor estilo de rock gaúcho só penso que; “Parar não faz sentido, não faz”, valeu Bandaliera.
Depois de um dia estafante, mentalmente falando, digo duas coisas.
. Os melhores filmes são os antigos, os filmes de hoje são só cópias de velhas idéias, reformuladas e com efeitos especiais.
. Pensar antes de fazer as coisas cansa demais.
E que venha mais uma noite insone, pensando em como despejar palavras sem sentido para alguém que não tem a menor idéia do que está acontecendo.
Bright Lights - Matchbox 20
Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: Nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia agente se encontra.
Mário Lago
Não acredito em frases prontas ou citações, conheço pessoas que passam horas na internet lendo e tentando reviver momentos de outras pessoas, mas por um motivo completamente desconhecido, hoje, eu fiquei com essa citação do Mário Lago o dia todo na cabeça. Ouvi uns tempos atrás quando a morte do Mário Lago foi anunciada á sete cantos do mundo, no dia nem prestei muita atenção, mas, parece que ela ficou guardada por algum motivo desconhecido.
Tenho uma mania, nem sempre boa, de mudar de assunto completamente durante uma conversa, sem aviso prévio para quem está em minha companhia, resultando assim em desentendimentos e risadas por tamanha falta de pés-no-chão, de sair desse mundo no meio de um assunto, por ver em pessoas o que não está estampado em sua face, sem sinal de PARE para que tu não se enganes, ou ainda, de sentir sensações inexplicáveis quando na presença de outras.
Uma coisa é tu veres uma pessoa e ficares feliz, triste, nervosa, ou até com raiva. Mas o problema - que tem sido cada vez mais comum comigo - é quando não sei o que sentir ao ver algumas pessoas. Olho para mim e vejo uma centena de pontos de interrogação orbitando meus pensamentos. Não que essas pessoas não imprimam reação nenhuma em mim, longe disso. É que são espíritos tão intensos, belos e cheios de detalhes fascinantes que a única sensação que tenho é a de estar sendo bombardeada a todo instante, sendo atingida por todo tipo de projétil, em cada centimetro do meu corpo, em cada vez que essa pessoa dirige a palavra a mim. E nessa confusão surge uma enorme vontade de sentir aqulo de novo, de tentar ver quanto tempo eu consigo ficar ali, e de ser bombardeado de novo, até que todos esses destroços formem uma figura que eu possa compreender, e dar a ela um nome. E eu sou péssima para nomear as coisas. A previsibilidade torna-se um fator desencadeador de tédio e nenhuma das pessoas legais, chatas, ou mais-ou-menos te despertam interesse. Tudo que queres é rever aquela que te diz muita coisa só com um movimento de olhos e tu não consegues assimilar nem dez por centro de tanta informação. Queres andar todos os quarteirões do mundo com os olhos fitando o chão, descobrindo desenhos no cimento e nas pedras, com as mãos tateando o fundo da bolsa e sorrir a cada passo que essa pessoa possa vir a dar ao seu lado, sempre desviando inconscientemente da parte preta ou branca da calçada.
Ando pensando assim, em círculos, com respostas dentro de perguntas. Mas nenhuma pergunta é grande o suficiente para comportar a resposta que procuro.
Sofro de falência multipla de minhas funcões vitais. Boa noite. E boa sorte para nós.
9 Crimes - Damien Rice
Muita gente odeia segunda-feira, e eu não sou diferente, mas de uns tempos pra cá, venho achando que o primeiro dia útil da semana tem um quê de renovação de idéias e momentos. Até porque tudo o que deixou de se realizar até o domingo morre, as esperanças parecem nulas e todo o cansaço da semana se deposita exatamente nesse dia deprimente. Entao chega a segunda-feira com promessas de novos resultados, de um ânimo renovado, nem que seja a força, busca por novos caminhos.
Meu começo de semana não foi diferente, apesar de parado, foi cansativo e já tive várias idéias. Tenho que admitir que rotina e mesmisse me cansam profundamente, então toda hora eu mudo alguma coisa, roupa, corte ou cor de cabelo, alguma coisa no meu quarto, estilo de filme ou de livro, mas de um tempo pra cá, não mudei nada por falta de tempo, e tudo parece que vai continuar assim, apesar das idéias praticamente saltarem da minha mente.
E que venha mais uma semana, e que dê tempo de eu fazer pelo menos metade das coisas que eu planejo…
A noite promete ser longae divertida, filmes me esperam, junto com um litro de chá gelado, cobertor. Nada melhor que ver filme deitada na cama, com o filme projetado no teto. (Só falta uma boa companhia, mas isso é um mero detalhe.)
Longas noites de pseudo-inverno
Já fazem alguns dias que eu não durmo direito, é deitar na cama e, rola pra cá, rola pra lá e nada de durmir, roer as unhas, ouvir os murmurios de sono da minha prima, pensar na vida até que o sono, tome conta e me desmonte sem eu nem mesmo perceber.
Talvez seja porque eu estou correndo o dia todo e pensando em várias coisas, chega de noite ao invéz de desligar, minha cabeça só pensa em encontrar solução pra tudo que me corrompe durante o dia. Letras de músicas correm pela minha boca silenciosamente procurando sono, ou conforto, afinal, em algum lugar eu tenho que encontrar respostas para esse mundo de questionamento infíndavel que tomou conta do meu dia.
O que antes parecia ser fácil, agora me leva um tempo absurdo para ser realizado, as palavras que antes saiam naturalmente da minha boca no atendimento diário ás pessoas, hoje, parece ser uma das tarefas mais difíceis de se realizar no decorrer do dia, ando lendo mais do que nunca, de tudo um pouco, jornais, revistas, livros (John Steinbeck, no caso), estudando as antigas materias do colegial, em decorrência da minha mais nova cisma, vou fazer outra faculdade, acho que alguma coisa voltada para o Marketing ou Comércio Exterior, depois eu decido, só sei que eu vou fazer.
É uma busca eterna por novos limites e rumos, e depois que eu acabei a faculdade, minha vida parece que ficou sem rumo, sem limite, sem esperança e sem objetivos, não há maneira melhor para se visar novos mundos, se não se engrenhando em livros e novos universos. Enfim, está decidido e as matérias do colegial me parecem hoje bem mais interessantes, que quando eu as estudava diáriamente.
E que venha mais noites mal dormidas, mais música cantadas baixinho entre os dentes no breu do quarto e no frio da noite, mais pensamentos infíndaveis sobre o que fazer da vida e que o sono continue me desmontando sem eu nem perceber.
“Meu coração não se cansa de ter esperança de um dia ser tudo quer,
meu coração de criança, não é só a lembrança de um vulto feliz de mulher
que passou por meus sonhos, sem dizer adeus e fez dos olhos meus um chorar mais sem fim
meu coração vagabundo quer guardar o mundo, em mim…”
Matchbox 20 - Back 2 Good
Sexta-feira de uma semana extremamente conturbada, e eu estou esgotada.
Vamos começar pelo começo, com essa de ficar sem carro, eu acabei fazendo todos os serviços de banco e outras obrigações no centro da cidade (interior é complicado) a pé, até porque o ônibus dessa cidade é caro e não anda quase nada, mas enfim, já falei demais sobre os meios de transporte rurais.
O mais estafante é ter que tentar entender as complexidades de pessoas que gostam de complicar, que acham que ser revoltada com a vida e com o mundo, é ser aquele diferente que vale a pena. Não acho que as pessoas tenham que ser iguais, mas querer se destacar por más ações e más escolhas, definitivamente, não é o caminho para ser diferente. Quando nós fazemos más escolhas na vida temos que arcar com as consequências, e ver pessoas que só fazem merda atrás de merda, e ainda querem se dar bem e se revoltam contra o mundo, porque a vida é um lixo, me deixa profundamente irritada.
Ufa.
