Longas noites de pseudo-inverno
Já fazem alguns dias que eu não durmo direito, é deitar na cama e, rola pra cá, rola pra lá e nada de durmir, roer as unhas, ouvir os murmurios de sono da minha prima, pensar na vida até que o sono, tome conta e me desmonte sem eu nem mesmo perceber.
Talvez seja porque eu estou correndo o dia todo e pensando em várias coisas, chega de noite ao invéz de desligar, minha cabeça só pensa em encontrar solução pra tudo que me corrompe durante o dia. Letras de músicas correm pela minha boca silenciosamente procurando sono, ou conforto, afinal, em algum lugar eu tenho que encontrar respostas para esse mundo de questionamento infíndavel que tomou conta do meu dia.
O que antes parecia ser fácil, agora me leva um tempo absurdo para ser realizado, as palavras que antes saiam naturalmente da minha boca no atendimento diário ás pessoas, hoje, parece ser uma das tarefas mais difíceis de se realizar no decorrer do dia, ando lendo mais do que nunca, de tudo um pouco, jornais, revistas, livros (John Steinbeck, no caso), estudando as antigas materias do colegial, em decorrência da minha mais nova cisma, vou fazer outra faculdade, acho que alguma coisa voltada para o Marketing ou Comércio Exterior, depois eu decido, só sei que eu vou fazer.
É uma busca eterna por novos limites e rumos, e depois que eu acabei a faculdade, minha vida parece que ficou sem rumo, sem limite, sem esperança e sem objetivos, não há maneira melhor para se visar novos mundos, se não se engrenhando em livros e novos universos. Enfim, está decidido e as matérias do colegial me parecem hoje bem mais interessantes, que quando eu as estudava diáriamente.
E que venha mais noites mal dormidas, mais música cantadas baixinho entre os dentes no breu do quarto e no frio da noite, mais pensamentos infíndaveis sobre o que fazer da vida e que o sono continue me desmontando sem eu nem perceber.
“Meu coração não se cansa de ter esperança de um dia ser tudo quer,
meu coração de criança, não é só a lembrança de um vulto feliz de mulher
que passou por meus sonhos, sem dizer adeus e fez dos olhos meus um chorar mais sem fim
meu coração vagabundo quer guardar o mundo, em mim…”
vivemos momentos parecidos com ingredientes diferenciados.
adoro sua maneira de escrever.
beijos, R.