Ponto Pê

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Archive for Maio 2009

As nuvens estão andando…

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Bela manhã. há quem não goste, mas acho que as manhãs cinzas e frias são as melhores do ano, são manhãs que só podem ser vistas daqui, manhãs que não existem em nenhum outro lugar, com a quantidade certa de poluição e a quantidade certa de nostalgia.

Não há quem me tire mais daqui, apesar de todos os problemas de uma cidade dessa magnitude, cada dia que passa eu me sinto mais em casa, e ontem tive mais uma prova de quanto essa cidade é maluca, estranha e divertida.
Fui em um casamento celta/bruxo/cigano sei lá o que era aquilo, foi toda uma saga de uma noite maluca.

Recebemos (eu e a amiga de apê) o convite de uma de nossas melhores vizinhas, se não a mais divertida. Ela iria casar, dessa vez em uma cerimônia,  já que já é casada no cartório, seria uma cerimônia diferente, e que ela queria muito que estivéssemos lá, no convite constava o que teríamos que levar, um prato de doce e um de salgado, tudo muito simples, intimo e divertido. Ok, acordamos, fizemos tudo que tinhamos que fazer e tudo pronto, um prato de petisco com patê e um bolo recheado, pegamos nossas respectivas formas e fomos á caminho da cerimônia.
Chegamos no lugar e pronto, surpresa número um da noite, lugar ermo e com uma porta com um pentagrama enorme, até ai quase tudo bem, afinal somos mulheres esclarecidas e já havíamos lido muito sobre Wicca e afins para entender o porque do pentagrama. Fomos recepcionadas por um gato LINDO, mas o meu medo de altura foi um pequeno problema, já que para chegarmos no lugar da cerimônia teríamos que subir uma escada ALTA e vazada, quase tive a minha primeira síncope.
Sobe sobe e, SURPRESA, todo mundo arrumadinho como se fosse um casamento com tudo que se tem direito e nós, normais, com roupa arrumadinha, mas não o suficiente, e o pior, as duas com duas formas na mão, e todo um buffet em cima da mesa. Não sabíamos onde enfiar a cara e MENOS AINDA a assadeira  e o tupperware. Nota: tinha uns bolinhos de padaria ali, mas mesmo assim ficamos com vergonha.
Enfiamos a assadeira junto com o tupperware na mochila e fingimos que nada estava acontecendo, ficamos ali lindas, poderosas e ABSOLUTAS esperando a nossa vizinha/amiga/ louca que queríamos matar.

Passou alhuns minutos e todo mundo foi direcionado para a outra parte do salão, a parte ao ar livre. Nova supresa, altar, fogo, pentagrama, pombas voadoas, enfim, detalhes que não vou relevar, tenho medo do que pode me acontecer se eu revelar.
Fomos cercadas que coisas estranhas, palavras sem concordância, noiva número 1 que se assemelhava muito com a noiva do Chuck (sim, esse Chuck), nossa noiva/amiga era a noiva número 2.

Acabou a cerimônia, fomos para a “festa”, dj selecionadíssimo, diziam no salão que ele era famoso e estaria, em breve, indo para Londres fazer um curso. AHAN, cidadão me toca todo e qualquer tipo de forró, era curso do Instituto Universal, isso sim.
Acabamos rindo muito entre um forró e outro, um sertanejo e outro. No fim da noite conseguimos arrancar do SUPE DJ um Korn, Radiohead, Raimundos e até Ramones, mas até lá já quase não haviam pessoas no recinto e éramos os esquisitos.

É, vivendo e aprendendo.

Escrito por pontope

Maio 31, 2009 em 4:27 pm

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Passado, presente e futuro…

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Somos só eu, você, e o resto.

O que eu posso dizer é que sempre procurei por isso, sempre esperei por isso, sempre escrevi sobre isso, sem saber o que era. E somente eu sei quanto tempo levei pra te encontrar. E hoje tenho você aqui, comigo.

Que as duas-voltas-e-meia da minha chave sempre encontrem no teu peito o mesmo intenso e inédito sentimento que me fez abrir todos esses precedentes. Eu fecho os olhos e encontro no amanhã nada menos do que a crescente proximidade do teu retorno. E somente as paredes da minha casa são testemunhas do meu sorriso.

Escrito por pontope

Maio 30, 2009 em 4:18 pm

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keep on going…

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Às vezes achamos injusto o que acontece com a gente, mal sabemos que tudo é parte de um plano, um plano que conspira para fazer nossa vida ter um rumo. Eu acredito sim em destino, acredito que tem uma força maior guiando minha vida, que a cada nova ação que eu tomo, meu destino muda. É como se fosse aqueles jogos de tabuleiros, tu joga o dado, e ele decide o seu caminho, as tuas conquistas e teus castigos, só que na vida, não é simplesmente um dado que define o teu caminho, é tu e tuas decisões, tuas ações. Cada escolha que fazemos pode nos levar a um caminho que não seja aquele que queríamos em primeiro lugar, mas é o caminho que nos foi destinado após a decisão que tomamos. Tudo muito confuso de entender, tudo muito confuso de explicar. No fim das contas, o que eu quero mesmo dizer é que: não devemos lamentar o que a vida nos trás, e sim, entender. O que passamos na vida é tudo consequencia de nossos atos, e o que pode ser ruim pra ti hoje, amanhã é um caminho novo, com novas possibilidades. Já dizia mamãe: “Deus fecha a porta, mas deixa trocentas janelas abertas”…

E vambora que a vida segue, e o destino me sorri. Eu acho

Escrito por pontope

Maio 19, 2009 em 4:42 pm

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Pedra no caminho…

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De nada adianta milhares de desculpas para justificar uma ausência, uma ausência que não existe, a ausência é estar em mim, e eu estou presa à um mundo só meu, estava, não mais.
Por alguns meses me prendi em uma rotina que não me pertencia, que não estava me fazendo bem, mas também não me fazia mal, estava apenas acomodada com um dia a dia comum, sem maiores desafios, sem procura por melhorias e engrandecimentos.

A situação acabou, por um motivo desconhecido por mim, tudo mudou, a interferência de terceiros em minha vida me fiz mudar meus caminhos, aquela rotina que me era companheira acabou, hoje busco uma nova rotina, mas dessa vez uma rotina que satisfaça todas as minhas necessidades, pessoais, profissionais e intelectuais.
E por essa quebra de rotina, estarei mais por aqui, afinal, ainda sou um ser pensante, não tão sozinha, mas ainda sim, sem confidentes…

Escrito por pontope

Maio 11, 2009 em 2:36 pm

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