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make a move…
*e viva os gráficos no Excel que só me dão dor de cabeça e
De novo fui desmantelada, com um sorriso indecifrável e inenarrável, que eu não sei decifrar. Continuo vivendo com vários, gigantescos e pesadíssimos pontos de interrogação sobre a minha caixa craniana, pré-vejo uma tempestado de pensamentos, de questionamentos sem respostas, de noites mal durmidas e tudo por causa de uma mensagem, por mim enviada, em um momento de ódio irracional e incontido.
Depois de ontem não durmo, para que, acordada, possa re-testemunhar todos esses e aqueles momentos que tiram o meu sono, onde eu possa entender toda e cada palavra que foi jogada até mim, que não fizeram sentindo, pelo menos não por enquanto, um momento breve, um momento que durou, um dos mais, longos minutos da minha vida, momento que me dotam de vocês, olheiras.
Preciso de foco, eu sei, mas ainda preciso saber o que é que eu preciso enxergar. E, à noite, isso se torna ainda mais difícil.
Mas o conforto de a pior parte passou e, logo mais, vai ser tipo PORRA NENHUMA, é o que me faz continuar, ostentando uma gigantesca máscara toda vez que tu insiste em cruzar meu caminho.
Afinal, é muito fácil saber o que eu estou pensando. meus olhos são mais eloqüentes do que minha boca.
The truth is there to be told
So try to stop
Stop breaking hearts
Stop hurting souls
It’ll hurt yourself
Coldplay – The Scientist
Acho de uma imensa irônia eu ser conselheira (e psicóloga) de várias pessoas, amigas ou não, eu sempre acabo sendo aquela que escuta toda a problemática e acaba elucidando as idéias para o caminho mais sensato e que pode vir á trazer um melhor resultado, sempre tenho respostas na ponta da língua para alguns momentos ácidos, mas quando o problema é comigo, a teoria e a prática acabam não sendo aplícaveis.
É uma chuva de meteoros me atingindo, parece o fim do mundo, o apocalípse de uma éra, e eu continuo parada, olhando os pequenos detritos cairem, em minha direção e toda a minha volta, destruindo tudo o que eu construí ou que estava prestes á colocar em prática, tijolo por tijolo, no chão, perdidos em meio a bagunça. Então olho ao meu redor e me deparo, surpresa, que os meteoros só atingem á mim. Todos já têm suas proteções, seus abrigos, seus mantimentos necessários para um tempo desesperador, sou a única na rua sem proteção e abrigo. Entre pequenos espaços de tempo em que a chuva cessa, me dá um ar de esperança para respirar e tentar entender o que está acontecendo, acabo andando sozinha em uma rua abandonada, chutando pedrinhas no escuro sem saber pra onde ir.
Parece aqueles filmes antigos que o final é óbvio, mas nem tanto, porque não sei qual vai ser o fim deste filme, acabo descobrindo que além de protagonista, sou diretora e redatora, de uma história que perdi o roteiro e acabo tendo que redigir o meu fim, mesmo ele não sendo assim tão agradável.
Enfim, só quero amanhã continue chovendo.
noite/manhã incomum…
Talvez tenha sido um lapso do universo, mas minha última noite e minha manhã foram, realmente, fora do comum.
Saindo completamente do meu normal notivago, de ir para cama altas horas da madrugada, rolar na cama, pensar em teorias conspiratórias que o universo impõe em minha vida, e depois de algumas horas, finalmente, cair em um sono profundo, que me leva sem eu nem mesmo perceber, ontem, fui para o quarto onze horas deitei na cama e apaguei.
Talvez meu corpo estava com um cansaço fora do normal, ou a cabeça cheia de idéias, propostas, sonhos, vontades e desejos, que meu cérebro não assimilou tanta informação e simplesmente desligou, sem aviso prévio.
Enfim, acordei as sete e fui fazer minha caminhada matinal, normalmente fico conversando com a minha prima e não reparo muito nas pessoas á minha volta, mas hoje, desliguei do mundo, enquanto minha prima falava sem parar, questionava o mundo e todas as suas questões, eu desliguei, reparei no meu redor, no que eu não havia reparado, até porque eu ando no mesmo lugar todas as manhãs, e esse caminho nunca tinha me parecido assim, tão, tão… tão incomum.
Ver que pessoas idosas andando (lentamente, até porque eles realmente não tem pressa de nada, pelo menos não mais.), completamente concentradas naquela caminhada curta, pausada e que pode ser a última, alguns deles realemente estampam uma expressão estranha de realmente caminhar como se fosse a última vez, outros estampam e irradiam uma felicidade tão grande por estar ali, que parece que tiveram um momento perto do fim, e agora dão mais valor ás pequenas coisas, como uma caminhada matinal.
Tem as senhoras, não tão de idade, mães, tias, em seus quarenta e poucos, que caminham por caminhar, só pelo prazer de fofocar com alguma amiga ou vizinha intrometida, e usar o exercício como desculpa para o marido, a excitação de novidades, de fofocas plenas da outra vizinha que não está ali, dividindo o momento de intimidade. Engraçado é ver que os passos aumentam e diminuem de velocidade conforme o papo fica mais animado ou não, mais tenso, mais picante ou qualquer outro sentimento que as mantenham em um ritmo frenético, dia após dia.
E tem as solitárias, como eu, que caminham, correm, para fugir de seus demônios, correndo onde ninguém possa nos alcançar e onde os problemas e dúvidas diárias pareçam ficar mais longe, cada vez que o músculo da panturrilha puxa, que o ar entra nos pulmões sedentos por exigênio em ritmos alternados.
É, amanhã vou me concentrar nas dúvidas infindáveis da minha prima, afinal, todo dia tem as senhoras de idade, as fofoqueiras e as solitárias, uma manhã incomum, mas nem tanto.
