Ponto Pê

Just another WordPress.com weblog

Posts Tagueados ‘música

E quis ter os pés no chão…

sem comentários

Estranho é querer dizer muita coisa pra muita gente e não conseguir proferir nenhuma palavra em direção alguma. De que me adianta um diploma em comunicação, se me faltam as palavras na hora de gritar para o mundo ouvir tudo que eu tenho pra dizer por aí?

Às vezes acho que seria mais fácil se eu tivesse o dom da música, pudesse dividir tudo em letras e melodias, tudo ficaria mais fácil, talvez algumas pessoas pudessem se identificar com o que eu penso, faço e como eu lido com os problemas e eu poderia me sentir melhor.

Até que eu consiga desenvolver um plano de ação para a disseminação de minhas palavras, sigo em um silêncio tão alto que quase chega a explodir minha cabeça.

E viva os momentos nonsense da vida de uma pessoa.

Escrito por pontope

Outubro 10, 2008 em 3:21 am

make a move…

sem comentários

*e viva os gráficos no Excel que só me dão dor de cabeça e

De novo fui desmantelada, com um sorriso indecifrável e inenarrável, que eu não sei decifrar. Continuo vivendo com vários, gigantescos e pesadíssimos pontos de interrogação sobre a minha caixa craniana, pré-vejo uma tempestado de pensamentos, de questionamentos sem respostas, de noites mal durmidas e tudo por causa de uma mensagem, por mim enviada, em um momento de ódio irracional e incontido.

Depois de ontem não durmo, para que, acordada, possa re-testemunhar todos esses e aqueles momentos que tiram o meu sono, onde eu possa entender toda e cada palavra que foi jogada até mim, que não fizeram sentindo, pelo menos não por enquanto, um momento breve, um momento que durou, um dos mais, longos minutos da minha vida, momento que me dotam de vocês, olheiras.

Preciso de foco, eu sei, mas ainda preciso saber o que é que eu preciso enxergar. E, à noite, isso se torna ainda mais difícil.
Mas o conforto de a pior parte passou e, logo mais, vai ser tipo PORRA NENHUMA, é o que me faz continuar, ostentando uma gigantesca máscara toda vez que tu insiste em cruzar meu caminho.

Afinal, é muito fácil saber o que eu estou pensando. meus olhos são mais eloqüentes do que minha boca.

The truth is there to be told
So try to stop
Stop breaking hearts
Stop hurting souls
It’ll hurt yourself

Escrito por pontope

Agosto 20, 2008 em 1:46 pm

Longas noites de pseudo-inverno

com um comentário

Já fazem alguns dias que eu não durmo direito, é deitar na cama e, rola pra cá, rola pra lá e nada de durmir, roer as unhas, ouvir os murmurios de sono da minha prima, pensar na vida até que o sono, tome conta e me desmonte sem eu nem mesmo perceber.

Talvez seja porque eu estou correndo o dia todo e pensando em várias coisas, chega de noite ao invéz de desligar, minha cabeça só pensa em encontrar solução pra tudo que me corrompe durante o dia. Letras de músicas correm pela minha boca silenciosamente procurando sono, ou conforto, afinal, em algum lugar eu tenho que encontrar respostas para esse mundo de questionamento infíndavel que tomou conta do meu dia.

O que antes parecia ser fácil, agora me leva um tempo absurdo para ser realizado, as palavras que antes saiam naturalmente da minha boca no atendimento diário ás pessoas, hoje, parece ser uma das tarefas mais difíceis de se realizar no decorrer do dia, ando lendo mais do que nunca, de tudo um pouco, jornais, revistas, livros (John Steinbeck, no caso), estudando as antigas materias do colegial, em decorrência da minha mais nova cisma, vou fazer outra faculdade, acho que alguma coisa voltada para o Marketing ou Comércio Exterior, depois eu decido, só sei que eu vou fazer.

É uma busca eterna por novos limites e rumos, e depois que eu acabei a faculdade, minha vida parece que ficou sem rumo, sem limite, sem esperança e sem objetivos, não há maneira melhor para se visar novos mundos, se não se engrenhando em livros e novos universos. Enfim, está decidido e as matérias do colegial me parecem hoje bem mais interessantes, que quando eu as estudava diáriamente.

E que venha mais noites mal dormidas, mais música cantadas baixinho entre os dentes no breu do quarto e no frio da noite, mais pensamentos infíndaveis sobre o que fazer da vida e que o sono continue me desmontando sem eu nem perceber.

“Meu coração não se cansa de ter esperança de um dia ser tudo quer,

meu coração de criança, não é só a lembrança de um vulto feliz de mulher

que passou por meus sonhos, sem dizer adeus e fez dos olhos meus um chorar mais sem fim

meu coração vagabundo quer guardar o mundo, em mim…”

Escrito por pontope

Julho 17, 2008 em 4:46 am

Keane – Everybody’s Changing

sem comentários

É uma boa música para “começar” o fim-de-semana, pelo menos na atual situação psico-emocional-serial killer-momentum em que eu me encontro. Considerando que amanhã eu ainda trabalho até as 21 horas, sexta-feira não deixa de ser o ponta-pé inicial das tão esperadas horas livres para se fazer o que quiser (leia-se “me matar de tédio na internet”)

Meu atual objetivo de vida é ter uma vida. Essa vida de Isaura/tédio não está me caindo muito bem. – nota pessoal – arranjar algum novo passatempo MENOS psicótico que os normais e passar mais tempo me dedicando ao mesmo.

Tenho uma mania MUITO ruim, um problema, um vício que eu preciso me livrar urgentemente. Toda vez que o tédio toma conta de mim, em uma tarde sem ter o que fazer, enquanto estou no balcão esperando por algum cliente para me tirar do tédio e me colocar na rotina de botões de retiradas, devoluções, pagamentos e descontos, eu acabo sempre fazendo com que acontecimentos convencionais, ou semi-acontecimentos, se tornarem eventos cinematográficos e, pior ainda, completamente dramáticos.
Mas isso cansa, cansa demais, pelo simples fato de tu sempre criar expectativas, esperar que coisas aconteçam como acontecem nos filmes, onde a qualquer momento tu precisa ter um ato heróico e se salvar da maior enrascada da sua vida, mas onde o caminho mais fácil, acaba sendo o único que tu não pensa no momento.

Quando o seu documentário acaba se tornando uma obra de Gerge Lucas ou do Spielberg (?) e nem você sabe diferenciar o que é verdade e ficção, aí sim você sabe que enlouqueceu, mas aí é tarde demais e tu percebe que é o roteirista, diretor, contra-regra e tudo mais que um filme tem direito, e se perde, em cenas, personagens que vão e vem, cada dia é uma nova cena, cada hora um take á ser editado e a trilha sonora é a mais variada possível, afinal, um filme sem trilha sonora, não é um filme descente. E tudo isso não é tão legal quanto parece.

No mais é isso. Vida cada vez menos atribulada (e pode ter certeza que eu reclamo disso), olheiras cada vez mais profundas e sistema imunológico definhando-se em uma velocidade assustadora. Ficarei bem, no final, eu acho.

Escrito por pontope

Junho 21, 2008 em 3:28 am