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make a move…
*e viva os gráficos no Excel que só me dão dor de cabeça e
De novo fui desmantelada, com um sorriso indecifrável e inenarrável, que eu não sei decifrar. Continuo vivendo com vários, gigantescos e pesadíssimos pontos de interrogação sobre a minha caixa craniana, pré-vejo uma tempestado de pensamentos, de questionamentos sem respostas, de noites mal durmidas e tudo por causa de uma mensagem, por mim enviada, em um momento de ódio irracional e incontido.
Depois de ontem não durmo, para que, acordada, possa re-testemunhar todos esses e aqueles momentos que tiram o meu sono, onde eu possa entender toda e cada palavra que foi jogada até mim, que não fizeram sentindo, pelo menos não por enquanto, um momento breve, um momento que durou, um dos mais, longos minutos da minha vida, momento que me dotam de vocês, olheiras.
Preciso de foco, eu sei, mas ainda preciso saber o que é que eu preciso enxergar. E, à noite, isso se torna ainda mais difícil.
Mas o conforto de a pior parte passou e, logo mais, vai ser tipo PORRA NENHUMA, é o que me faz continuar, ostentando uma gigantesca máscara toda vez que tu insiste em cruzar meu caminho.
Afinal, é muito fácil saber o que eu estou pensando. meus olhos são mais eloqüentes do que minha boca.
The truth is there to be told
So try to stop
Stop breaking hearts
Stop hurting souls
It’ll hurt yourself
Keane – Everybody’s Changing
É uma boa música para “começar” o fim-de-semana, pelo menos na atual situação psico-emocional-serial killer-momentum em que eu me encontro. Considerando que amanhã eu ainda trabalho até as 21 horas, sexta-feira não deixa de ser o ponta-pé inicial das tão esperadas horas livres para se fazer o que quiser (leia-se “me matar de tédio na internet”)
Meu atual objetivo de vida é ter uma vida. Essa vida de Isaura/tédio não está me caindo muito bem. – nota pessoal – arranjar algum novo passatempo MENOS psicótico que os normais e passar mais tempo me dedicando ao mesmo.
Tenho uma mania MUITO ruim, um problema, um vício que eu preciso me livrar urgentemente. Toda vez que o tédio toma conta de mim, em uma tarde sem ter o que fazer, enquanto estou no balcão esperando por algum cliente para me tirar do tédio e me colocar na rotina de botões de retiradas, devoluções, pagamentos e descontos, eu acabo sempre fazendo com que acontecimentos convencionais, ou semi-acontecimentos, se tornarem eventos cinematográficos e, pior ainda, completamente dramáticos.
Mas isso cansa, cansa demais, pelo simples fato de tu sempre criar expectativas, esperar que coisas aconteçam como acontecem nos filmes, onde a qualquer momento tu precisa ter um ato heróico e se salvar da maior enrascada da sua vida, mas onde o caminho mais fácil, acaba sendo o único que tu não pensa no momento.
Quando o seu documentário acaba se tornando uma obra de Gerge Lucas ou do Spielberg (?) e nem você sabe diferenciar o que é verdade e ficção, aí sim você sabe que enlouqueceu, mas aí é tarde demais e tu percebe que é o roteirista, diretor, contra-regra e tudo mais que um filme tem direito, e se perde, em cenas, personagens que vão e vem, cada dia é uma nova cena, cada hora um take á ser editado e a trilha sonora é a mais variada possível, afinal, um filme sem trilha sonora, não é um filme descente. E tudo isso não é tão legal quanto parece.
No mais é isso. Vida cada vez menos atribulada (e pode ter certeza que eu reclamo disso), olheiras cada vez mais profundas e sistema imunológico definhando-se em uma velocidade assustadora. Ficarei bem, no final, eu acho.